O café tem sua origem no planalto da Etiópia, onde passou para a Arábia. Admite-se que os árabes começaram a tomar café no século XV. Conta-se que pastores etíopes começaram a comer ou mascar café após ver cabras mais agitadas e resistentes depois que comeram alguns frutos.
Propagou-se o uso do café pelo Egito, Síria, Turquia e todo oriente próximo. Os árabes foram os primeiros a beber o café em vez de comer ou mascar como faziam os pastores da Etiópia. Os turcos adotaram um modo especial de prepará-lo com base na obtenção de um pó para infusão, sem coar, método conhecido até hoje como café turco. O primeiro divulgador do
café na Europa foi o alemão Leonardo Rauwolf que viajou pelo oriente em 1592, seguindo-se o botânico italiano Prospero Alpini. Porém admite-se também que antes em Veneza nos fins do século XVI, apareceram as primeiras xícaras de café vendidas na Europa Ocidental. Entre os propagandistas do café na Itália, citam-se Pietro Della Valle e Onório Belli. O primeiro café público na Itália se instalou em 1643.
A introdução do café no Brasil ocorreu em 1727. Francisco de Mello Palheta, sargento-mor do exército, foi a guiana francesa, em emissão do governador do Maranhão e Grão-Pará, João de Maria gama, junto ao governador Francês D'Orvilliers, para resolver questões de fronteiras.
Palheta foi convidado a percorrer as plantações de café, na oportunidade a senhora DÓrvilliers querendo ser amável afereceu-lhe uma mão cheia de grãos, colocando-lhe ela própria o presente no bolso do casaco, acrescenta-se que o sargento-mor colheu ainda mais algumas mudas, que quando retornou ao Brasil, plantou na vizinhança de sua residência em belém do Pará. O introdutor do café no Rio de Janeiro então capital do Brasil colonial foi desembargador João Alberto castelo Branco por volta de 1760. Fez vir do Maranhão mudas de café que entregou aos frades capuchinhos e esses plantaram e trataram em sua horta. da plantação dos frades capuchinhos saíram as sementes para novas culturas nos arredores da cidade e depois para todo o estado e então para todo o sudeste.
Nas sesmarias de Vassouras, concedidas a Francisco Rodrigues Alves, e seu sócio Luis de Azevedo, surgiria a primeira capital brasileira do café, nas primeiras décadas do século XIX, segundo documentos do grande latifúndio, começou ali o primeiro plantio de café em 1792, tomando logo grande impulso, sobretudo a partir de 1816, com a chegada de Custódio Ferreira leite, depois de Barão de Auiruoca um dos mais notórios pioneiros da lavoura do café nas terras do Rio de Janeiro e Minas Gerais. O café representava um novo e próspero ciclo econômico para o Brasil, criando possibilidade de acumulação de riqueza, e até hoje com bom peso na balança comercial.
O café passou a ser cultivado em várias regiões do Brasil, em 1870 São Paulo estava no primeiro lugar na produção de café e em 1960 o Paraná assumira esta liderança.
O Brasil é desde 1889 o maior produtor mundial de café. No país inteiro, a cafeicultura gerou bilhões em receita. Dos produtos existentes no Brasil, o café é o mais brasileiro.
As principais espécies de café, em importância econômica, são a robusta e a arábica. Os principais tipos de bebidas, obtidas do grão de café são: dura, mole, riada e rio.
No mundo quando se fala em café, pensa-se no Brasil!
Tipos de Café:
O Brasil é um dos poucos países do mundo a produzir os dois tipos de café : o café arábico e o café robusta (ou conillon).
Café Arábica - produz café da melhor qualidade que contém o mais requintado aroma e os mais intensos sabores. Por isso, os cafés aferecidos nas mais refinadas cafeterias utiliza combinação das melhores.
Café Robusta ou Conillon - o robusta é um café originário da África, tem um trato mais rude e pode ser cultivado em altitudes mais baixas. Não possui sabores refinados e variados como o
arábica, dizendo-se que tem um "sabor típico e único". Seu teor de cafeína é o dobro do que o arábica.
Tipos de Bebidas:
Extra Mole - Excelente Mole - Muito Boa Dura - Boa Riada - Ruim